28/07/2026

Da folha simples à proteção antimicrobiana: como o papel higiênico evoluiu dentro das casas brasileiras

Produto passou por transformações em conforto, qualidade e segurança ao longo das últimas décadas e agora incorpora tecnologias voltadas à proteção contra microrganismos

Durante muito tempo, o papel higiênico foi um produto cuja escolha se resumia, basicamente, ao preço ou à quantidade de rolos na embalagem. Hoje, porém, esse item presente diariamente na rotina de milhões de brasileiros tornou-se um exemplo de como até os produtos mais comuns da casa acompanham a evolução da tecnologia, das exigências dos consumidores e dos cuidados com a saúde.

Nas últimas décadas, o papel higiênico passou por uma transformação silenciosa. O que antes era um produto de folha simples e pouca preocupação com conforto ganhou versões de folha dupla e tripla, maior resistência, mais maciez e melhor desempenho durante o uso. Paralelamente, o aumento do acesso da população ao produto e a consolidação dos hábitos de higiene fizeram com que ele deixasse de ser visto apenas como um item de consumo para assumir um papel importante na promoção da saúde e das condições sanitárias. Ao mesmo tempo, a indústria investiu na evolução das matérias-primas, em processos produtivos mais eficientes e em rigorosos controles de qualidade, acompanhando consumidores cada vez mais atentos ao conforto, à segurança e ao bem-estar. 

Com consumidores cada vez mais atentos ao bem-estar e à segurança dos produtos utilizados no dia a dia, a inovação deixou de estar restrita apenas ao conforto. Testes dermatológicos passaram a ser um diferencial importante, assim como o desenvolvimento de papéis mais suaves para a pele e produzidos com fibras de melhor qualidade.

Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço na categoria: a incorporação de tecnologias voltadas à proteção antimicrobiana.

A fabricante catarinense IPEL acaba de levar essa inovação às marcas de seu portfólio ao lançar o IPEL Protech, tecnologia incorporada aos papéis higiênicos e papéis-toalha das linhas Ness, Qualité e Nobby. A solução oferece proteção de até 99% contra microrganismos, conforme testes realizados com a bactéria Escherichia coli. Os produtos também passaram por testes dermatológicos e ginecológicos.

Para o CEO da IPEL, Luciano de Liz Barboza, a evolução acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores, que passaram a buscar produtos capazes de oferecer benefícios além da função básica. "O consumidor espera cada vez mais que os produtos presentes na rotina contribuam também para o cuidado com a saúde e o bem-estar. O papel higiênico sempre evoluiu em conforto, qualidade e desempenho. Agora, damos mais um passo ao incorporar uma tecnologia que amplia a proteção oferecida por um produto utilizado diariamente dentro de casa", afirma.

A inovação chega em um momento em que cresce a atenção aos microrganismos presentes em ambientes domésticos. Embora seja associado à limpeza, o banheiro reúne condições favoráveis para a circulação de bactérias e outros agentes microscópicos, que podem permanecer em superfícies e objetos utilizados diariamente. Por isso, tecnologias capazes de agregar proteção aos produtos de higiene pessoal passam a despertar o interesse tanto da indústria quanto dos consumidores.


Legenda: A indústria investiu na evolução das matérias-primas, nos processos produtivos e em rigorosos controles de qualidade, acompanhando consumidores cada vez mais exigentes
Créditos: Divulgação IPEL
Legenda: Luciano de Liz Barboza, CEO da IPEL
Créditos: Divulgação/IPEL