08/05/2026

Do discurso à prática: como o propósito passa a orientar decisões e cultura nas empresas

Quase dois anos após estruturar seu propósito, IPEL reforça como o conceito vem se consolidando na gestão de pessoas e nas decisões estratégicas do negócio

Cada vez mais presente no discurso corporativo, o propósito vem passando por um processo de amadurecimento dentro das empresas. Mais do que uma declaração institucional, o conceito tem sido incorporado como um direcionador de decisões, cultura e gestão. Na IPEL, indústria catarinense do setor de papel tissue, esse movimento vem sendo construído nos últimos dois anos, depois da estruturação de um novo propósito, que passou a orientar, na prática, iniciativas ligadas à liderança, engajamento e desenvolvimento de pessoas. 

Lançado em 2024, o propósito da empresa, que é “Fazemos do papel a arte de promover saúde”, nunca ocupou apenas um espaço institucional. Ao invés disso, está sendo incorporado de forma cada vez mais estruturada à rotina da organização. Segundo a diretora de Gente e Cultura da IPEL, Taís Brenner Oesterreich, o principal avanço está na forma como o conceito começa a influenciar decisões e prioridades dentro da corporação. 

“O propósito só tem valor real quando deixa de ser apenas uma declaração institucional e passa a orientar decisões, relações e prioridades no dia a dia. Na IPEL, vejo o propósito justamente com essa função: como uma direção clara, que sustenta os movimentos estratégicos e ajuda a dar sentido ao que se constrói diariamente”, afirma.

Na gestão de pessoas, esse direcionamento se reflete na forma como projetos são concebidos e executados. Mais do que cumprir uma agenda tradicional de recursos humanos, as iniciativas passaram a ter um papel mais estratégico, conectando cultura, desenvolvimento e resultados do negócio.

Um dos exemplos está nos programas de desenvolvimento de lideranças. De acordo com Taís, o foco não está apenas na performance, mas na formação de líderes capazes de sustentar a cultura organizacional, engajar equipes e criar ambientes de trabalho mais alinhados aos valores da empresa.

“Quando investimos na preparação dos líderes, não estamos olhando só para performance ou entrega. Estamos trabalhando a capacidade dessas lideranças de sustentar a cultura, dar direção, engajar times e transformar o ambiente de trabalho em um espaço mais coerente com aquilo que a IPEL acredita. O propósito, nesse caso, deixa de ser abstrato e passa a orientar comportamento, tomada de decisão e modelo de gestão”, explica.

O propósito também se reflete em iniciativas de engajamento e comunicação interna, com a criação de espaços de escuta, ações de aproximação e projetos voltados ao fortalecimento do sentimento de pertencimento.

Outro eixo importante está no desenvolvimento e valorização dos colaboradores. A empresa vem ampliando investimentos em capacitação, acompanhamento de carreira e criação de oportunidades de crescimento, reforçando o papel das pessoas como parte central da estratégia.

Esse conjunto de iniciativas, segundo Taís, já contribui para avanços percebidos no clima organizacional, na retenção de talentos e no nível de engajamento das equipes, ainda que esses resultados façam parte de uma trajetória em construção. 

“O diferencial está na coerência. O propósito da IPEL não fica restrito ao institucional porque ele aparece nos projetos que desenvolvemos, na forma como conduzimos a gestão de pessoas e na intencionalidade por trás das nossas escolhas. É isso que fortalece a cultura organizacional e cria uma conexão mais genuína entre empresa, colaboradores e negócio”, afirma.

Para a executiva, o amadurecimento do tema nas empresas passa justamente por essa consistência ao longo do tempo. “Quando o propósito está incorporado à rotina, ele ajuda a dar sentido ao trabalho, orienta prioridades, fortalece vínculos e sustenta um crescimento mais consistente. E é isso que faz com que ele deixe de ser apenas uma mensagem e se torne uma prática viva dentro da organização”, finaliza.


Legenda: Sede da IPEL em Indaial - SC.
Créditos: Divulgação/IPEL
Legenda: Taís Brenner Oesterreich, diretora de Gente e Cultura da IPEL
Créditos: Divulgação/IPEL