Endomarketing em tempos de trabalho híbrido e remoto: como manter cultura e engajamento à distância
Pesquisa da ABRH Brasil em parceria com a Umanni apontou que 46,2% das empresas adotam o modelo híbrido

O trabalho híbrido faz parte da realidade de muitas empresas brasileiras e exige que a comunicação interna, antes concentrada no espaço físico, seja repensada para atender novos formatos de atuação. Uma pesquisa da ABRH Brasil em parceria com a Umanni apontou que 46,2% das empresas adotam o modelo híbrido, número que coloca o modelo quase no mesmo patamar do presencial, com 46,6%. Já o trabalho remoto representa uma parcela menos significativa, com 7,3%.
Para Daniel Trainoti, CEO da Agência Beaver, o modelo híbrido exige uma nova lógica de gestão e comunicação. “Manter um determinado nível de engajamento e uma cultura fortalecida costuma ser uma das principais preocupações das empresas quando se trata de modelos de trabalho alternativos ao presencial. E o endomarketing é um passo importante para garantir que a empresa continue gerando resultados”, afirma.
Na prática, o endomarketing no trabalho híbrido ou remoto precisa ir além de comunicados formais e ações pontuais. Estratégias que combinam tecnologia, escuta ativa e storytelling têm ganhado espaço, criando experiências mais próximas e humanas, mesmo no ambiente digital.
Júlia Trainoti, COO da Beaver, acredita que, nesse cenário, é preciso focar mais no engajamento contínuo dos colaboradores. “Hoje, a cultura e experiência do colaborador não podem depender da presença física. Os colaboradores engajados tendem a se tornar porta-vozes espontâneos da marca, o que impacta na atração de talentos e na percepção externa”, afirma.
Já do ponto de vista do negócio, investir em endomarketing é também uma decisão estratégica. “As empresas que investem em endomarketing conseguem manter equipes alinhadas, motivadas e produtivas, independentemente de onde estejam”, finaliza Daniel.