Especialista dá dicas para quem quer abrir empresa em 2025
Amanda Bonanomi, contadora e sócia da Bonanza Consultoria, destaca que um dos primeiros passos para quem quer empreender é montar uma estratégia adequada
Ser dono do próprio negócio é o sonho de muitas pessoas. Só em 2024 foram abertas mais de 3,3 milhões de empresas no Brasil, segundo o Sebrae. No entanto, para prosperar é preciso entender que abrir uma empresa exige mais do que apenas uma boa ideia de negócio. É necessário um planejamento cuidadoso, especialmente em relação aos aspectos tributários e à gestão.
Ainda segundo o Sebrae, 29% das empresas fecham nos primeiros cinco anos de atividade. Para que o sonho não se torne um pesadelo, é importante se atentar à organização, planejamento e controle financeiro. Amanda Bonanomi, contadora e sócia da Bonanza Consultoria, destaca que um dos primeiros passos para quem quer empreender é montar uma estratégia adequada. “Eu indico colocar todas as ideias em um papel, visualizar como vai ser o funcionamento da empresa e conversar com o contador para entender a parte burocrática e contar com o auxílio desse profissional para formalizar o negócio, tanto na junta comercial quanto na Receita Federal”, afirma.
Para a especialista, a parte financeira tem grande influência no fechamento das empresas. A falta de formalização, a ausência de um contador para orientar sobre impostos e questões burocráticas, além da falta de uma visão clara do negócio e das informações de mercado, como a correta composição do custo do produto, são questões que contribuem para o fechamento precoce das empresas.
“Os empresários que sabem usar o seu contador têm muito sucesso, porque o profissional serve como um guia. Quem consegue vê-lo como um aliado elimina muitas dificuldades. Podemos ser um braço direito dos empresários, principalmente na parte consultiva e financeira”, destaca.
Esse suporte de profissionais qualificados pode fazer a diferença na trajetória de um novo negócio, garantindo que o empreendedor esteja bem preparado para enfrentar os desafios do mercado. Ao investir em um bom planejamento e gestão desde o início, é possível aumentar as chances de sucesso e longevidade da empresa.
Amanda explica que a partir de uma estratégia bem estruturada, que engloba questões como faturamento e projeção de faturamento, ainda é possível analisar qual o melhor tipo de tributação para cada empresa. Entre os mais comuns estão o microempreendedor individual (MEI) e microempresa (ME), optante pelo Simples Nacional.
“Muitas vezes, é possível enquadrar a empresa em um MEI, que tem o limite disponível de R$ 81 mil de faturamento anual, e quando vemos que está chegando nesse teto, podemos desenquadrar depois. Se já na projeção é estimado um faturamento um pouco maior, abrimos uma ME, que tende sempre a ser o melhor caminho para quem está começando agora. O Simples Nacional é um tipo de tributação com menor alíquota em muitos casos. Mas não existe um certo ou errado, o importante é que haja um planejamento direcionado para os objetivos de cada empresa”, finaliza a especialista.