10/07/2026

Fibras sintéticas aplicadas ao concreto ampliam desempenho estrutural e ganham espaço na construção civil brasileira

A companhia catarinense Camargo Química é uma das marcas brasileiras que já desenvolve a solução que substitui telas soldadas e fibras de aço em aplicações como pisos industriais, pavimentos rígidos e elementos pré-fabricados

A busca por mais produtividade, durabilidade e racionalização de custos – que devem fechar o ano com um crescimento de 8,3%, segundo o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) - tem impulsionado a adoção de novas tecnologias na construção civil brasileira. Entre as soluções que ganham destaque no canteiro de obras estão as fibras sintéticas estruturais incorporadas ao concreto. Distribuídas tridimensionalmente na matriz cimentícia, elas atuam como reforço interno, auxiliando no controle de fissuras, no aumento da tenacidade e na melhoria das propriedades mecânicas do material. O material chega para substituir telas soldadas e fibras de aço, aliando melhor desempenho e economia.

Entre os fabricantes nacionais que se destacam está a Camargo Química, que produz a CQ Fiber 54, fibra produzida à base de polipropileno e em conformidade com os critérios da NBR 16942:2021. A solução é indicada para pisos industriais, pavimentos rígidos, elementos pré-fabricados e capas de compressão em lajes alveolares e steel decks.

Segundo Fábio Camargo, CEO da empresa, a solução possui mais de 25 mil fibras por quilograma, característica que permite a formação de um reforço estrutural distribuído por todo o concreto. “O resultado é o aumento da resistência mecânica, maior tenacidade e redução de patologias como exsudação e microfissuração, problemas que impactam diretamente a vida útil das estruturas e os custos de manutenção”, destaca o executivo e engenheiro civil.

Além dos ganhos estruturais, a utilização de fibras sintéticas tem sido adotada como alternativa para simplificar etapas da execução. Diferentemente das telas metálicas, que exigem transporte, posicionamento e fixação na obra, as fibras são incorporadas diretamente à mistura do concreto, reduzindo operações em campo e contribuindo para a produtividade das equipes. “A CQ Fiber 54 também oferece resistência à alcalinidade do concreto e melhor acabamento superficial, sem afloramentos aparentes.  A aplicação pode ser realizada tanto em usinas de concreto quanto diretamente na obra ou no caminhão betoneira. Nesses casos, a recomendação é que a fibra seja adicionada ao concreto já preparado, seguida de homogeneização da mistura para garantir sua dispersão uniforme”, explica Fábio.

De acordo com o CEO da Camargo Química, a construção civil vive um momento em que produtividade e qualidade precisam caminhar juntas. As fibras estruturais surgem como uma alternativa capaz de reforçar o concreto de forma eficiente, ao mesmo tempo em que simplificam processos de execução.

A adoção desse tipo de tecnologia tem avançado especialmente em ambientes de alta exigência operacional, como centros logísticos, indústrias, galpões e áreas sujeitas a cargas elevadas. Nesses projetos, o controle da microfissuração é um dos fatores que influenciam diretamente o desempenho dos pisos ao longo do tempo. E as fibras sintéticas entregam justamente as características de resistência mecânica, durabilidade e praticidade de execução.


Legenda: Fibras sintéticas aplicadas ao concreto ampliam desempenho estrutural e ganham espaço na construção civil brasileira
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