IA ganha espaço nas organizações e impulsiona uma nova forma de desenvolver projetos de tecnologia
Segundo a Gartner, investimentos globais em inteligência artificial devem chegar a US$ 2,59 trilhões em 2026. Na AMcom, modelo próprio baseado em IA já acelera projetos de desenvolvimento de software em até 75%.
Os investimentos em inteligência artificial continuam avançando em ritmo acelerado e reforçam que a tecnologia se tornou um componente estratégico da transformação digital das empresas. Segundo a consultoria Gartner, os investimentos globais em IA devem alcançar US$ 2,59 trilhões em 2026, crescimento de 47% em relação ao ano anterior.
O aumento dos investimentos acompanha uma mudança na forma como as organizações utilizam a inteligência artificial. Se, inicialmente, a tecnologia esteve concentrada em tarefas pontuais e automações específicas, agora ela passa a fazer parte da estrutura de desenvolvimento de produtos, processos e serviços, contribuindo para reduzir prazos, aumentar a produtividade e elevar a qualidade das entregas.
Esse movimento já pode ser observado em empresas brasileiras de tecnologia. Na AMcom, que há mais de 30 anos desenvolve, evolui e sustenta soluções digitais para grandes organizações, a incorporação da inteligência artificial à engenharia de software levou a companhia a avançar para o modelo de atuação de empresa agêntica.
Na prática, isso significa integrar pessoas, agentes de inteligência artificial e engenharia em uma mesma jornada de desenvolvimento, dentro de um contexto governado. A partir do conhecimento acumulado em três décadas de atuação, a AMcom desenvolveu a amIA, sua Inteligência Ativada: uma suíte de agentes especializados utilizada pelos colaboradores ao longo de toda a jornada de entrega.
Os agentes atuam em diferentes etapas dos projetos, analisando informações, estruturando caminhos, executando atividades, conectando etapas e mantendo decisões e artefatos rastreáveis. Ao mesmo tempo, os especialistas da AMcom definem objetivos e critérios, aplicam visão crítica e validam as decisões que exigem conhecimento técnico, compreensão do negócio e responsabilidade humana.
A adoção desse modelo também exigiu uma nova estrutura de governança. Em cada etapa, são definidos o papel da IA e dos profissionais, os pontos de validação humana, os critérios de qualidade e os registros necessários para garantir segurança, controle e rastreabilidade. Dessa forma, cada requisito, decisão técnica, regra de negócio, artefato, teste e aprendizado passa a alimentar um contexto contínuo da solução.
O objetivo é evitar que o conhecimento se perca entre etapas, profissionais ou ciclos de evolução. A mesma inteligência construída durante o desenvolvimento pode acompanhar a implantação, a sustentação e as mudanças futuras da aplicação, ampliando a capacidade de entrega sem separar a execução do contexto que orienta cada solução.
Na prática, dependendo da complexidade e do contexto de cada projeto, a aplicação desse modelo permite alcançar até 75% mais velocidade nas entregas e até 50% de ganho de eficiência de custos no curto prazo, mantendo rastreabilidade, validação humana e governança ao longo do desenvolvimento.
“O mercado já entendeu que a inteligência artificial pode acelerar entregas. O próximo passo é incorporá-la de maneira estruturada à forma como as empresas trabalham. Na AMcom, estamos transformando mais de 30 anos de conhecimento em inteligência aplicada à engenharia de software. Os agentes ampliam a capacidade dos nossos profissionais, preservam o contexto das soluções e conectam diferentes etapas da jornada, sempre dentro de um modelo governado e com validação humana. É essa integração entre pessoas, agentes e engenharia que sustenta nossa evolução como uma empresa agêntica”, afirma Rodrigo Strey, vice-presidente da AMcom.
Segundo o executivo, essa preservação do contexto é especialmente relevante em projetos de tecnologia de alta complexidade. Ao manter requisitos, decisões, regras de negócio, testes e aprendizados conectados ao longo do ciclo de vida da solução, a empresa reduz perdas de conhecimento entre etapas e cria melhores condições para evoluir e sustentar as aplicações no futuro.
A transformação da AMcom acompanha uma tendência mais ampla do mercado: à medida que a inteligência artificial amadurece dentro das organizações, seu papel tende a avançar da automação de atividades isoladas para uma atuação integrada aos processos de negócio. Nesse cenário, empresas agênticas representam uma nova etapa dessa evolução, na qual pessoas e agentes trabalham de forma coordenada, com contexto, governança e responsabilidades definidas para transformar conhecimento em decisões e decisões em soluções.