15/07/2026

Número de incêndios cresce e empresas brasileiras precisam de olhar estratégico na prevenção

 Por Fábio Hoepers, diretor-executivo da Zeus do Brasil, principal marca de soluções de prevenção e combate ao incêndio no Brasil e América Latina

Os números não deixam dúvida: o Brasil precisa avançar na prevenção contra incêndios. Segundo o Instituto Sprinkler Brasil (ISB), foram registradas 2.447 ocorrências de incêndios estruturais em 2025, alta de 2% em relação a 2024. O setor de comércio, que reúne lojas, shopping centers e supermercados, segue entre os mais afetados, com 495 registros no ano. Santa Catarina e São Paulo lideram o ranking estadual de ocorrências.

O cenário reforça uma premissa que deveria orientar qualquer estratégia de segurança contra incêndio no país: além do objetivo inegociável de  preservar vidas, é preciso também proteger o patrimônio. Quando um sinistro atinge uma empresa, a continuidade do negócio também está em jogo. As pessoas precisam ter um lugar para retomar suas atividades e a operação precisa seguir funcionando.

Preservar vidas e patrimônio, no entanto, exige mais do que cumprir a norma básica. É necessário um olhar técnico que incorpore as melhores práticas do setor e que também atenda às exigências das seguradoras, muitas vezes mais rigorosas do que a legislação, garantindo que a cobertura contratada realmente se sustente no momento em que for acionada. Não à toa, temos reforçado constantemente que estar "regular" perante o Corpo de Bombeiros não é sinônimo de estar seguro, já que a manutenção real dos sistemas é hoje o principal ponto de atenção nas fiscalizações.

Outro desafio é a escassez de mão de obra qualificada. O setor de segurança contra incêndio (SCI) enfrenta hoje menos profissionais capacitados disponíveis diante de edificações cada vez mais complexas, com novos materiais e sistemas construtivos. Isso torna ainda mais estratégico contar com equipes especializadas, apoiadas por fornecedores igualmente qualificados, capazes de sustentar tecnicamente cada etapa do projeto, da instalação à manutenção.

Também é fundamental capacitar as equipes internas das empresas para que consigam responder de forma ágil e segura em caso de incidente. Brigadas bem treinadas fazem diferença entre um princípio de incêndio controlado e uma tragédia. Por fim, a atualização de equipamentos de prevenção e combate, sempre certificados e revisados conforme a necessidade de cada operação, completa o conjunto de cuidados que reduz riscos e evita prejuízos que podem chegar a centenas de milhares de reais em multas, além da interdição do imóvel.

Com este histórico de incêndios estruturais em alta e normas cada vez mais exigentes, é preciso investir em prevenção não apenas como obrigação legal, mas como premissa fundamental na decisão estratégica para a sobrevivência dos negócios.


Legenda: Fábio Hoepers é diretor-executivo da Zeus do Brasil
Créditos: Divulgação/Zeus