16/11/2020

O desafio da automação na era do home office

Seja por propósito ou por necessidade, o trabalho remoto tomou conta de boa parte dos negócios brasileiros. Segundo estudo da Gartner, esse modelo de atuação foi adotado por 77% das empresas brasileiras na pandemia. E os bons níveis de aprovação levam muitos negócios a já estudarem um retorno diferente. O modelo híbrido de trabalho, que intercala jornada presencial e home office, deve ser uma das grandes novidades da futuro próximo relacionado ao mercado de trabalho.

Enquanto muitas pesquisas e estudos mostram as vantagens desse novo momento, especialmente em relação à liberdade e otimização da rotina, muitos desafios também permeiam as empresas. eles estão ligados especialmente ao formato de gestão de atividades, muitas vezes totalmente intuitivo na rotina empresarial.

Neste aspecto, ainda é raro vermos empresas comprometidas com o desenvolvimento e aplicação de tecnologias que facilitem a gestão dos processos e a ampliação do controle sobre a produtividade das equipes. A automação aplicada à rotina de trabalho para redução de ações meramente operacionais, por exemplo, ainda é novidade para boa parte das empresas.

Empresas com fluxos bem definidos conseguem ajustar rapidamente seu modelo de atuação em situações desafiadoras. Quando a tecnologia está presente na gestão de processos, através da mensuração de resultados com base em dados consolidados, a atuação em novos modelos de trabalho é muito mais assertiva.

Além disso, a tomada de decisão baseada em dados é uma grande vantagem. Por exemplo: se a sua empresa conta com uma plataforma para gestão de atividades e solicitações, consegue verificar quais demandas tomam mais tempo dos profissionais e quais os pontos críticos da rotina da organização. Assim, além de automatizar processos e atendimentos através de soluções de inteligência artificial – como o uso de chatbots para agilizar demandas simples vindas do cliente externo – a empresa pode reajustar o fluxo.

Outra questão desafiadora do home office, que pode ser minimizada com apoio tecnológico, é o formato de comunicação. É fundamental que a empresa proporcione a conexão entre a equipe. E esta conexão não deve ser baseada apenas na gestão dos canais de comunicação, mas nas regras de gestão de fluxo de processos e também na mensuração da produção das equipes. Controlar a rotina de atuação não significa minar a liberdade do colaborador, mas sim ter dados confiáveis para uma gestão eficiente de pessoas, além de oportunizar o reconhecimento do crescimento profissional com base em dados mensurados ao longo dos meses.

E a falta de aplicações tecnológicas, automação e inteligência artificial no gerenciamento do fluxo de atividades acaba criando nas empresas gaps que comprometem a mensuração das entregas. Uma recente pesquisa da Ahgora, por exemplo, apontou que 35% das 200 empresas ouvidas passam por desafios no gerenciamento das entregas de atividades. Além disso, 59% dos negócios não contam com nenhuma forma de controle para as equipes em home office e 71% deles não gerenciam a entrega de tarefas e cumprimento da jornada no trabalho remoto. Ou seja: atuam no escuro, enquanto seus concorrentes recorrem a inovações para manter suas equipes produtivas e em comunicação clara.

Além de mais produtividade com a visão minuciosa, a qualidade das entregas é consideravelmente maior quando as empresas possuem regras claras de gestão, distribuição e entrega de atividades. Utilizar a tecnologia para registrar e mensurar estas ações deixou de ser apenas um diferencial para se tornar um recurso fundamental na nova era da gestão de pessoas. E no home office, usar a tecnologia para este fim é a certeza de que as metas serão muito mais claras e que os profissionais poderão se adaptar melhor ao processo, com tudo mapeado e organizado de forma eficiente.


Legenda: Irene da Silva, CEO da Ellevo
Créditos: Daniel Zimmermann
Legenda: Irene da Silva, CEO da Ellevo
Créditos: Daniel Zimmermann