04/08/2026

O que o papel higiênico tem a ver com a saúde? Mais do que muita gente imagina

Nova geração de papéis sanitários incorpora tecnologia de proteção antimicrobiana à sua composição para inibir a proliferação de bactérias na superfície do produto, contribuindo para reduzir o risco de disseminação de microrganismos

Lavar as mãos antes das refeições, higienizar os alimentos, manter a vacinação em dia. Quando o assunto é prevenção de doenças, esses hábitos costumam ser lembrados quase automaticamente. Mas existe outro cuidado, repetido diariamente por milhões de pessoas, que dificilmente entra nessa lista: a higiene realizada após o uso do banheiro. Embora seja vista como um gesto rotineiro, ela faz parte dos cuidados básicos de higiene pessoal e tem relação direta com a prevenção da contaminação cruzada por microrganismos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acesso à higiene, aliado ao saneamento básico e à água potável, está entre as medidas mais importantes para reduzir a incidência de doenças infecciosas e proteger a saúde da população.

Grande parte das bactérias presentes no organismo humano desempenha funções importantes e convive naturalmente com o corpo. No entanto, algumas delas podem causar infecções quando entram em contato com outras regiões do organismo ou são transferidas para superfícies e objetos de uso cotidiano. É por isso que especialistas reforçam que os cuidados relacionados à higiene não começam nem terminam com a lavagem das mãos.

"A higiene íntima adequada também faz parte da prevenção. Ela contribui para reduzir a permanência de resíduos e, consequentemente, diminui as possibilidades de contato com microrganismos que podem favorecer contaminações. É um cuidado simples, mas que integra uma rotina de saúde", explica o CEO da IPEL, Luciano de Liz Barboza.

O próprio ambiente do banheiro exige atenção. Estudos científicos demonstram que, ao acionar a descarga, pequenas gotículas contendo microrganismos podem ser dispersas no ambiente e alcançar superfícies próximas, como a tampa do vaso sanitário, a pia e outros objetos. Embora a limpeza frequente e a lavagem correta das mãos continuem sendo as principais formas de prevenção, especialistas observam que toda a cadeia de higiene pessoal merece cuidado.

Essa percepção também tem influenciado o comportamento dos consumidores. Se antes a escolha de produtos de higiene estava concentrada em aspectos como preço e qualidade, hoje cresce o interesse por soluções que ofereçam benefícios adicionais relacionados à proteção e ao bem-estar.

Foi de olho nessa mudança que a IPEL desenvolveu o IPEL Protech, tecnologia incorporada ao papel higiênico e ao papel-toalha que oferece proteção contra bactérias como a Escherichia coli, presentes na superfície do papel. A solução foi submetida a testes laboratoriais, dermatológicos e ginecológicos e passou a integrar as marcas Ness, Qualité e Nobby.

Segundo Luciano, a inovação não substitui os cuidados básicos recomendados pelos profissionais de saúde, mas representa um avanço na busca por produtos que acompanhem uma preocupação crescente da sociedade com prevenção e qualidade de vida.

"Nos últimos anos, o consumidor passou a olhar para os produtos de higiene de uma forma diferente. Existe uma expectativa cada vez maior de que eles ofereçam não apenas conforto, mas também contribuam para uma rotina de cuidados. O IPEL Protech nasceu dessa compreensão de que saúde também passa pelos pequenos hábitos do dia a dia", afirma.


Legenda: Linha de papeis com tecnologia antimicrobiana foi lançada por empresa brasileira
Créditos: Imagem gerada por IA