10/12/2025

Planejamento estratégico 2026: como CIOS podem equilibrar inovação e eficiência no atual cenário macroeconômico

Vice-presidente da AMcom, empresa especializada em soluções digitais para grandes negócios, lista boas práticas que transformam investimento em tecnologia em um fator estratégico para crescimento das empresas

Com a pressão crescente por resultados financeiros e de produtividade, o avanço acelerado da inteligência artificial e o aumento dos riscos cibernéticos, o planejamento de tecnologia para 2026 se tornou decisivo para a competitividade das empresas brasileiras. A avaliação é da AMcom, referência em soluções digitais para grandes negócios, que aponta uma mudança de postura nas lideranças de TI: em vez de priorizar apenas novas tecnologias, é preciso equilibrar inovação, eficiência e sustentação.

Segundo Rodrigo Strey, vice-presidente da AMcom, esse equilíbrio será determinante para garantir o crescimento sustentável das operações. “Entramos em um ciclo em que modernizar sem estruturar a base é um risco, e manter apenas o legado é perder competitividade. O CIO precisa olhar para 2026 com clareza de prioridades: proteger a operação, melhorar eficiência e aplicar inovação de forma pragmática, com retorno mensurável”, afirma.

Para a empresa, três fatores devem orientar as decisões de TI no próximo ano:

Sustentação madura dos ambientes de tecnologia: a confiabilidade dos sistemas críticos, a integridade dos dados e a proteção contra vulnerabilidades são pontos que ganharam peso. Strey ressalta que a defasagem tecnológica se tornou um dos maiores riscos operacionais. “Não há ganho de inovação se a base não estiver sólida. A sustentação adequada da tecnologia já utilizada nas operações reduz riscos, evita interrupções e cria a estrutura necessária para escalar novos projetos sem comprometer a operação”, explica.

Eficiência orientada por automação e integração: além da continuidade, empresas precisam otimizar entregas, reduzir retrabalho e tomar decisões com mais velocidade. Automação de processos, integração de sistemas e uso de dados para monitoramento e ações sobre KPIs estratégicos são apontados como caminhos centrais. “Eficiência não é cortar custos e, sim, garantir produtividade. Quando times têm processos bem desenhados, métricas claras e autonomia, o impacto aparece diretamente na operação e no cliente final”, complementa o executivo.

Inovação com governança, especialmente em projetos de IA: a AMcom observa que a adoção de inteligência artificial cresce, mas ainda carece de processos estruturados. Para que iniciativas sejam escaláveis, é necessário definir casos de uso, medir valor e adotar práticas de segurança e ética. “Existe muito entusiasmo com IA, mas poucas iniciativas realmente passam da fase piloto. As empresas que terão vantagem competitiva são as que aplicarem IA no que realmente importa, com governança e critérios objetivos de sucesso e medições que demonstrem os resultados”, destaca Strey.

Setores com tendências específicas para o próximo ano

A empresa também aponta tendências setoriais para 2026. No varejo, a pressão por experiências personalizadas aumenta a necessidade de integração omnichannel e escalabilidade. Na indústria, a modernização operacional e a análise de dados de chão de fábrica ganham força. Em agronegócio e energia, automação, previsibilidade e segurança em ambientes críticos serão prioridades. No setor financeiro, compliance, proteção de dados e IA aplicada a crédito e detecção de fraudes seguem no centro das decisões.

Para Strey, o papel do CIO passa a ser cada vez mais estratégico: “As escolhas feitas agora têm impacto direto nos próximos anos. Lideranças que conseguirem equilibrar sustentação, eficiência e inovação vão não só proteger suas operações, mas impulsionar crescimento e competitividade”.

 


Legenda: Rodrigo Strey, vice-presidente da AMcom
Créditos: Daniel Zimmermann