Principais erros por trás do fracasso na transformação digital
Estudo aponta alto índice de fracasso, enquanto especialistas destacam falhas na gestão, nos processos e no preparo das equipes
Apesar de avanços tecnológicos cada vez mais acessíveis, a transformação digital ainda está longe de ser uma realidade bem-sucedida para muitas empresas. Um levantamento da McKinsey & Company aponta que cerca de 90% das iniciativas de transformação digital falham, evidenciando um descompasso entre investimento em tecnologia e geração de resultados concretos.
Segundo Leonardo Copatti, diretor de mercado da Sancon, empresa especializada em sistemas para gestão de negócios, um dos principais erros das empresas é tratar a transformação digital como um projeto exclusivamente técnico. “Muitas organizações concentram esforços na implantação de sistemas, mas negligenciam a revisão de processos e o preparo das pessoas. Isso compromete diretamente os resultados”, afirma.
A Sancon, que tem sede em Santa Catarina, atua com um portfólio completo de soluções da Senior Sistemas, integrando e automatizando processos em áreas como recursos humanos, finanças, logística e produção. Na avaliação de Leonardo, a tecnologia só gera valor quando está alinhada à realidade operacional da empresa que vai adotá-la.
Ainda de acordo com ele, um dos padrões mais recorrentes em projetos que não entregam resultados é o foco excessivo na ferramenta. Empresas investem em sistemas robustos, mas mantêm processos ineficientes e uma cultura pouco adaptada à mudança. “O risco é digitalizar problemas antigos. Sem redesenhar fluxos e sem engajar as equipes, a tecnologia apenas acelera ineficiências que já existiam”, explica o executivo.
Esse cenário costuma levar à baixa adoção das ferramentas, retrabalho e frustração interna. Fatores que comprometem a percepção de valor do investimento. Outro ponto crítico apontado por Leonardo está na ausência de governança estruturada. Projetos de transformação digital frequentemente falham por não terem uma direção clara, indicadores bem definidos e acompanhamento contínuo. Sem métricas objetivas, torna-se difícil avaliar o progresso e corrigir rotas ao longo do caminho. A falta desse acompanhamento também abre espaço para desalinhamentos entre áreas, priorizações equivocadas e perda de foco estratégico.
“Na Sancon, nossas pessoas começam antes da tecnologia: no entendimento profundo das necessidades do cliente. O diferencial está em compreender o negócio, identificar gargalos e só então definir quais soluções fazem sentido”, afirma o diretor.
Como aumentar as chances de sucesso
s sejam significativos, há caminhos para reverter esse quadro. Entre os principais, estão:
- Alinhar a transformação digital à estratégia do negócio;
- Priorizar a revisão de processos antes da implementação tecnológica;
- Investir na capacitação e no engajamento das equipes;
- Estabelecer governança, com metas e indicadores claros;
- Garantir acompanhamento contínuo e ajustes ao longo da execução.