Projeto valoriza história de idosos ao transformar memórias em conexões
Iniciativa lançada no Centro de Inovação Blumenau (CIB) propõe, através de músicas e fotografias, um ambiente seguro para se expressar

Todo idoso carrega consigo uma bagagem de histórias e aprendizados vivenciados ao longo dos anos. Com o objetivo de valorizar essas vivências, o Instituto Gene lançou um novo projeto. O Vozes e Afetos 60+ convida idosos a revisitar suas trajetórias, expressar sentimentos e descobrir novas possibilidades de registrar e compartilhar suas experiências.
A iniciativa procura construir vínculos entre os participantes e estimular a expressão pessoal. Na prática, os idosos irão construir uma linha do tempo pessoal, com o auxílio de fotografias antigas e músicas, para compartilhar momentos marcantes com o grupo. A atividade “O dia em que fui mais forte”, por exemplo, convidará cada pessoa a recordar desafios enfrentados.
A coordenação do projeto é de Malvina Juliane Ribeiro, e a idealização e execução são de Elisabeth Serpa Vieira.
“No Vozes e Afetos, cada história compartilhada nos mostra que não estamos sozinhos: aquilo que sentimos também vive no outro. É sobre pertencer, acolher e descobrir que nossas emoções nos unem. Carinhosamente, chamo nossos participantes de ‘Patrulheiros do Afeto’, porque juntos espalhamos afeto e fortalecemos os laços que dão sentido à vida”, conta Elisabeth.
A princípio, o projeto terá dois meses de duração, com possibilidade de extensão a depender da evolução do grupo. Uma das ideias previstas é fazer uma gravação coletiva em formato de podcast para registrar essas vozes.
O projeto faz parte do Inova 60+, iniciativa do Gene que já incluiu outros dois projetos com foco em pessoas idosas: o Inova 60+ Digital, que auxilia os idosos no uso da tecnologia, e o De Guru Para Guri, que une idosos como adolescentes para troca de conhecimento e experiências.
“Ao integrar o Inova 60+, o Vozes e Afetos amplia o olhar sobre o envelhecimento e sobre o próprio significado da inovação. Inovar também é criar oportunidades para que as pessoas continuem aprendendo, participando da comunidade, fortalecendo relações e encontrando novas formas de se expressar”, finaliza Malvina Juliane Ribeiro, que atua como coordenadora do Inova 60+.