26/01/2026

Reforma tributária redefine a gestão empresarial e impulsiona a adoção de ERPs estratégicos em 2026

Mudanças fiscais exigem sistemas de gestão inteligentes e integrados para garantir conformidade e competitividade no novo cenário tributário brasileiro

A entrada em vigor da Reforma Tributária brasileira, que começou seu processo de transição em janeiro, marca um novo capítulo para a gestão empresarial no país. A legislação, estruturada pela Lei Complementar nº 214/2025, substitui cinco tributos tradicionais — PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI — por um modelo baseado em Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com fases de implementação até 2033. Ao redefinir a base tributária e introduzir um sistema que requer convivência entre o modelo antigo e o novo, a reforma altera não apenas a forma de calcular e recolher impostos, mas também exige atualização imediata de processos, tecnologia e modelos de governança corporativa.

A transição tributária pode ir muito além da simples modificação de alíquotas: impacta desde a precificação e as margens de lucro até a integração de sistemas fiscais e agendas de compliance. Empresas enfrentarão aumento de campos em notas fiscais eletrônicas, necessidade de split payment automático e maior rigor na apuração dos tributos, exigindo ERPs com capacidade de adaptação e processamento em tempo real.

Relatório do Instituto de Gestão Empresarial de Tributos (Iget) em parceria com a Revizia aponta que mais de 80% das empresas esperam maior complexidade tributária após a reforma. No novo cenário, sistemas de gestão empresarial (ERP) deixam de ser apenas ferramentas administrativas para se consolidarem como instrumentos estratégicos de conformidade fiscal e inteligência de negócios. Soluções modernas devem oferecer integração com órgãos fiscais, atualização automática de regras tributárias, capacidade de personalização de alíquotas e automação de cálculos complexos — características fundamentais para empresas de qualquer porte que queiram manter a competitividade.

Para a Sancon, especializada em sistemas de gestão empresarial, 2026 representa um momento de consolidação da importância do ERP como parceiro de transformação digital. “A Reforma Tributária eleva o papel dos sistemas de gestão empresarial a um novo patamar. Eles não são mais ferramentas de back office, mas o centro operacional onde decisões estratégicas e compliance caminham juntos”, afirma Cristiane Tonet, diretora de operações do Grupo Sancon. “Empresas que investirem em ERPs capazes de traduzir as complexidades fiscais em fluxo de trabalho simplificado estarão à frente no mercado competitivo que se desenha a partir deste ano”.

Segundo Tonet, a adaptação exige mais do que tecnologia. “É preciso repensar processos, treinar equipes e usar dados em tempo real para antecipar cenários, não apenas reagir a obrigações legais”, pontua a diretora.

Inovação e automação como diferenciais

Além de atender às exigências da nova legislação, o ERP da Senior, implantado pela Sancon, assume papel central na inteligência organizacional, com automação de lançamentos fiscais, dashboards gerenciais e recursos analíticos que apoiam decisões de investimento, precificação e alocação de recursos.

Preparado para o novo modelo tributário brasileiro, o ERP da Senior permite simular os impactos dos novos tributos — CBS, IBS e Imposto Seletivo — com base em dados reais da empresa, apoiando decisões estratégicas antes da plena vigência das mudanças. A solução também oferece dashboards fiscais com visão em tempo real, facilitando o acompanhamento da conformidade tributária, a identificação de riscos e oportunidades de otimização. Com o apoio de inteligência artificial aplicada à gestão fiscal, o sistema analisa dados operacionais e auxilia na prevenção de inconsistências e na redução de riscos em um cenário de elevada complexidade regulatória.

“Estamos observando que clientes que adotam soluções integradas conseguem reduzir retrabalho e riscos de inconsistência fiscal, além de ganharem visibilidade operacional que lhes permite focar no crescimento e na inovação”, complementa Tonet.

Para a diretora, a Reforma Tributária representa um desafio, mas também uma oportunidade para as empresas modernizarem seu arcabouço de gestão e tecnologia. ERPs completos e bem adaptados são aliados estratégicos não apenas na conformidade com a nova legislação, mas também na construção de vantagem competitiva sustentável em um mercado cada vez mais digitalizado e exigente.


Legenda: Cristiane Tonet, diretora de operações do Grupo Sancon (grupo empresarial brasieliro com sede em Santa Catarina, especializado em tecnologia, sistemas de gestão e segurança da informação)
Créditos: Divulgação/Grupo Sancon
Legenda:
Créditos: Divulgação/Grupo Sancon