18/04/2022

Turnover na TI atinge empresas de outros setores e terceirização pode ajudar a reduzir

Com equipes enxutas e oportunidades pontuais de crescimento, gestores de tecnologia de empresas onde a área não é atividade fim precisam focar em estratégias para conter rotatividade

Enquanto, de acordo com análise de especialistas ouvidos pelo Linkedin, o turnover baixo de um negócio fica em 5%, na área de tecnologia a rotatividade chega a 15%. Engajar profissionais, em um cenário onde sobram vagas – até 2025 serão cerca de 800 mil – é um desafio que pode levar qualquer gestor a um impasse entre entregas e consolidação do time.

A situação é ainda mais desafiadora em empresas onde a TI não é atividade-fim e atua como uma área de suporte à rotina do negócio. “Esse gap de mão de obra qualificada já é realidade há muito tempo no país e um dos motivos que impulsiona os projetos de terceirização de tecnologia. É aí que entram empresas como a nossa, que têm na TI sua atividade fim e conseguem criar equipes altamente qualificadas, motivadas por desafios diários e oportunidades de crescimento que nem sempre uma empresa de outra área com setor de tecnologia consegue oferecer”, explica o diretor comercial da Envolti, especializada e soluções de TI sob demanda, Milton Felipe Helfenstein.

Para o executivo, uma das estratégias mais assertivas para empresas que desejam seguir inovando em sua infraestrutura é a terceirização da rotina operacional. “Suporte, resolução de problemas, integrações e realização de projetos de desenvolvimento podem ser concentrados em parceiros especializados. Enquanto isso, o gestor pode focar em direcionar seu time para iniciativas mais ligadas à estratégia do negócio, que tendem a criar uma valorização e engajamento. É o caso, por exemplo, da identificação de novas oportunidades de aplicação da digitalização, automação e inteligência artificial”, avalia.

Gastos aumentam – mas foco deve ser levado em consideração

Os investimentos globais em tecnologia devem, segundo levantamento da Gartner, crescer 51% em 2022. O alto volume mostra que o setor segue aquecido, mas é importante entender a fundo o que equipes internas e parceiros podem extrair de melhor de cada projeto.

“A rotina de manutenção de software não pode ser ignorada enquanto novos projetos são colocados em prática. Em contrapartida, a competitividade das empresas está muito ligada à inovação e é fundamental que haja uma infraestrutura tecnológica para comportar o crescimento do negócio. Por isso, além de atuar na manutenção da equipe com foco em iniciativas estratégicas, cabe ao gestor demandar as rotinas diárias para especialistas que mantenham a operação com total disponibilidade enquanto novas tecnologias são aplicadas. Investimentos precisam acontecer em duas frentes: tanto na inovação quanto na preservação da estrutura de TI já existente”, finaliza Milton Felipe.


Legenda: Milton Felipe Helfenstein, diretor comercial da Envolti
Créditos: Divulgação